domingo, 28 de novembro de 2010

Cotas na universidade.

A desigualdade de raça foi cultivada, ao longo dos anos por ideais preconceituosos, que afirmavam a superioridade de determinadas tonalidades de pele. A teoria de Darwin, por exemplo, foi usada como um pretexto para justificar a exploração de negros e índios, os quais eram considerados fracos e inferiores, apenas por serem diferentes dos ditos fortes, europeus.


A discriminação de cor, infelizmente, é uma realidade presente no cotidiano do Brasil. E, é fato que o racismo ainda persiste entranhado na mente de muitas pessoas, as quais taxam os mulatos de incapazes. Por tudo isso, o sistema de cotas racial é tão defendido por algumas camadas populacionais. Entretanto, a necessidade de reservar vagas, para determinadas pessoas, advém da péssima qualidade de ensino do sistema público brasileiro.


Portanto, o sistema de cotas é uma solução passageira, encontrada pelo governo federal, para resolver uma das conseqüências produzidas pelo descaso para com as escolas publicas. Dessa forma, o alvo das discussões da população não deve estar voltado apenas para a implementação de tal medida. Mas, antes de tudo, as pessoas devem reclamar por melhorias na qualidade de ensino, o qual é a base dos problemas. Para que desta maneira, a competição de ricos, pobres, negros e brancos seja uma disputa de igual para igual.


Enfim, o povo brasileiro é um produto da intensa miscigenação das mais variadas cores. No Brasil não existe raça, mas pigmentações diferentes. Logo, não há motivo para o racismo. Mas, pelo contrário, há razões para a união em busca da igualdade social, educacional e racial.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Desenvolvimento e preservação ambiental: como conciliar os interesses em conflito?

Há várias décadas, muitas cientistas alertaram sobre o grande perigo, que as intervenções humanas, no meio ambiente poderiam ocasionar. Entre os inúmeros desastres pronunciados, estavam as enchentes, as ondas de calor inéditas e as secas prolongadas. Entretanto, no início deste milênio, as previsões não eram mais necessárias, pois infelizmente, tornaram-se realidade.


A busca por soluções para o aquecimento global, nos dias de hoje, não pode ser mais adiada. A questão da SUSTENTABILIDADE, no mundo atual, é um cânone vital para a sobrevivência da espécie humana. É factível que o Brasil, já chegou a um estado supersaturado de devastação. A Mata Atlântica, por exemplo, só possui 7% da cobertura original. Porém o maior desafio das décadas vindouras, não será somente fazer a revitalização de florestas. Mas será, antes de tudo, fazer uma conciliação entre preservação ambiental e desenvolvimento econômico.


O foco das ações ecológicas deve estar voltado para a conscientização dos donos de capital. Posto que, os burgueses são os maiores responsáveis pela massificação das indústrias e, conseqüentemente pela maior parte da poluição ambiental. O capitalismo selvagem precisa ter segurança, sobre as fontes de energia renovável, para que desta maneira firmem as suas bases. E para isto, Será necessário que o saber ecológico desenvolva, ainda mais, o potencial de energias limpas, como o sol e o vento.


O meio ambiente detém características consoantes às ações praticadas pela comunidade de espécies pertencente a ele. A biosfera de Gaia é um grande organismo vivo e o Homo sapiens faz parte deste conjunto em constante mutação. Contudo, esta interação traz nefastas conseqüências aos homens, quando uma ação destrutiva é deferida à natureza. Uma vez que, o Planeta terra é uma rede de intricadas conexões.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Pensamentos !!!

A água é a origem de todas as coisas. (Tales de Mileto, 600 a.C.)


domingo, 19 de setembro de 2010

A busca da perfeição

A busca pelo belo sempre foi uma constante presente nas artes e na literatura. Até mesmo na pré-história existiram arquétipos de beleza. Naquela época, por exemplo, a mulher ideal tinha que ter o ventre e os seus volumosos, para desta maneira demonstrar a fertilidade da casa e da terra. Nota-se que o conceito de beleza muda de acordo com as exigências do meio, de período em período.


A globalização possibilitou uma maior intercomunicação entre as mais variadas culturas. Graças a ela, os muros imaginários das fronteiras foram derrubados, misturando assim: gestos, sons e estereótipos. Porém, essa mescla de costumes, não se deu de maneira uniforme, posto que os países mais influentes, como os europeus e os norte-americanos, sobrepujaram-se aos demais, contribuindo para tal divergência.


Os Estados Unidos, por exemplo, no século XIX, ditaram para o mundo um modo de vida baseado na beleza, na luxúria e no luxo, com a compra de carros, casas e a ida constante às festas, os americanos criaram o “American way of life”. Os cinemas e as novelas da época assimilaram e passaram a reproduzir esta maneira ilusória de viver. Entretanto, muitas pessoas começaram a se comportar e a se vestir, conforme os filmes, buscando desta forma uma perfeição divina, inexistente no planeta Terra.


A televisão e a internet, de tempos em tempos, criam e levantam para si deuses humanos, para serem copiados e adorados. A “geração diva” precisa perceber que os cantores, artistas e socialites são apenas seres humanos encapuzados com máscaras platônicas, editadas em programas de computador, como o Photoshop. Não há um modelo perfeito de pessoa e nenhuma intervenção cirúrgica, jejum ou automutilação trará tal perfeição.

domingo, 5 de setembro de 2010

Eleição com voto facultativo ou obrigatório?

A democracia moderna caracteriza-se, essencialmente, pelo direito universal à participação política. Porém, a Constituição Brasileira obriga a participação da sociedade no processo eleitoral, logo tais direitos e deveres presentes no mesmo arcabouço legal, se excluem mutuamente, por serem antagônicos. Devido a esta falha, alguns especialistas defendem o voto facultativo. Mas será que o verdadeiro caminho para uma eleição justa, realmente, é o voto não obrigatório?


As democracias de todo o mundo, na sua maioria, adotam o voto facultativo. No entanto, estas nações são bastante desenvolvidas nos campos da saúde, da segurança pública e da educação. O Brasil, apesar de ser um gigante no cenário sócio-político mundial, é um país desestruturado, com uma péssima infra-estrutura, no que se refere aos hospitais, à segurança e, principalmente, ao sistema de ensino. O votar por opção é um meio mais consciente e justo de eleição. Contudo, antes de uma reforma eleitoral, é necessária uma reforma educacional.


De cada cinco eleitores brasileiros, um nunca foi à escola ou é analfabeto. Infere-se que o nosso eleitorado é muito mal capacitado, logo o resultado de tais eleições é um produto da má formação da população. O voto precisa ser tido, não como uma obrigação, mas antes, como um direito, conquistado após muitas revoltas e mortes.


Contudo, a responsabilidade de cada eleitor não se resume ao voto. A cidadania precisa ser exercida de maneira diária, através da criação de projetos, da participação em câmaras e da reivindicação pelo cumprimento de todas as propostas de ação social. Ademais, o governo federal deve investir maçiçamente, na capacitação do eleitor, para que desta maneira haja um voto mais consciente e, conseqüentemente, uma eleição mais justa.

A violência no Brasil.

A revolução industrial ocorrida no século XVIII foi responsável pela criação de um novo modo de produção e organização. Os atuais grandes centros urbanos são um produto do intenso processo de urbanização, o qual trouxe consigo muitas indústrias, casas, trabalhadores e, também, problemas sócias, que maltratam e matam, diariamente, centenas de pessoas.

A questão da segurança pública é um assunto que se relaciona com o maior bem do ser humano, a vida. De acordo com dados do Ministério da Justiça, em 2007, foram registrados 41.547 homicídios dolosos. Esses números, tristemente, representam vidas que se transformaram em estatísticas de mortes. Por tudo isso, a violência precisa sim, ser coagida de forma ostensiva e cotidiana, caso contrário, ele vitimara mais e mais pessoas.


Entretanto, a violência é apenas um reflexo do descuido, por parte do Governo Federal, em investimento na área da educação e projetos de conscientização através do esporte e da música, por exemplo. A procrastinação dos problemas que perturbam a ordem social é um mal, que necessita ser cortado pela raiz, para que seja, de fato, solucionado.


A diminuição da violência não acontecerá de forma rápida, mas à longo prazo, por se tratar de uma questão cultural. A raiz de todos os males é a má direção do dinheiro público, o qual é aplicado, em grande parte, no combate, frente a frente, do problema. Porém é evidente que além da repreensão imediata, os governos devem objetivar as crianças, que são os futuros cidadão de toda e qualquer nação.